A Reforma Tributária é um dos temas mais comentados no meio empresarial nos últimos anos, e não é para menos. Entre empresários e profissionais liberais, uma dúvida aparece com frequência: o Simples Nacional vai acabar com a Reforma Tributária?
A resposta curta é não.
Mas a resposta correta é: o Simples Nacional vai continuar existindo, porém com mudanças importantes que exigem atenção e planejamento.
Neste artigo, você vai entender:
- O que muda com a Reforma Tributária
- Como o Simples Nacional será impactado
- Quando ele pode deixar de ser vantajoso
- E o que sua empresa deve fazer desde já
O Simples Nacional vai acabar?
Não. O Simples Nacional está mantido na Constituição, mesmo após a aprovação da Reforma Tributária.
Porém, isso não significa que tudo continuará exatamente como é hoje.
A Reforma cria um novo modelo de tributação baseado no IVA (Imposto sobre Valor Agregado), que no Brasil será dividido em:
- CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços): federal
- IBS (Imposto sobre Bens e Serviços): estadual e municipal
Esses tributos vão substituir, de forma gradual:
- PIS
- COFINS
- ICMS
- ISS
E é justamente aqui que o Simples Nacional entra em um novo cenário.
O que muda para empresas do Simples Nacional?
As empresas optantes pelo Simples continuarão recolhendo seus tributos de forma unificada, como já acontece hoje.
No entanto, a Reforma Tributária trouxe um ponto-chave:
O IBS e a CBS poderão ser cobrados “por fora” do DAS, em determinadas situações.
Isso significa que:
- O Simples deixa de ser totalmente “fechado”
- Pode haver pagamento adicional de IBS e CBS
- O benefício econômico do regime precisa ser reavaliado
O Simples Nacional pode deixar de ser vantajoso?
Sim, em alguns casos.
Com o novo sistema:
- Empresas que geram muitos créditos tributários podem se beneficiar mais fora do Simples
- Negócios que vendem para outras empresas (B2B) podem perder competitividade no Simples
- Prestadores de serviços podem sentir impacto maior na carga tributária
Ou seja: o Simples não será automaticamente o melhor regime para todos.
Cada empresa precisará analisar:
- Margem de lucro
- Cadeia de clientes e fornecedores
- Possibilidade de aproveitamento de créditos
- Crescimento projetado
Quando essas mudanças começam a valer?
A transição será gradual, com início em 2026 e conclusão prevista até 2033.
Mas atenção
As decisões estratégicas precisam começar agora, pois:
- Contratos
- Precificação
- Planejamento societário
- Organização contábil
… tudo isso influencia diretamente o impacto da Reforma.
O papel da contabilidade consultiva nesse novo cenário
Com a Reforma Tributária, o contador deixa de ser apenas quem calcula impostos e passa a ser estratégico para a sobrevivência e crescimento do negócio.
Na prática, isso envolve:
- Simulações entre Simples, Lucro Presumido e Lucro Real
- Análise da DRE e do fluxo de caixa
- Planejamento tributário contínuo
- Apoio na tomada de decisões empresariais
É exatamente nesse ponto que a Nobile Assessoria Contábil atua de forma consultiva, ajudando empresários a pagar o imposto correto, e não mais do que o necessário.
Conclusão
– O Simples Nacional não vai acabar
– Mas vai mudar
– E quem não se planejar pode pagar mais impostos do que deveria
A Reforma Tributária não é apenas uma mudança na lei, é uma mudança na forma de gerir empresas no Brasil.
Planejamento agora é economia no futuro.
Precisa de ajuda para entender como a Reforma Tributária afeta a sua empresa?
A Nobile Assessoria Contábil está preparada para:
- Analisar o impacto da Reforma no seu negócio
- Simular cenários tributários
- Indicar o regime mais vantajoso
- Apoiar sua empresa nessa transição com segurança
Entre em contato e fale com um contador especialista.




